Avaliação da
aprendizagem escolar
Cipriano c. Luckesi
Avaliação da aprendizagem escolar vem
sendo objeto de constantes pesquisas e estudos com variados enfoques de tratamentos,
com tecnologia, sociologia, filosofia e politica.
Luckesi,
educador e pesquisador da área da avaliação da aprendizagem.
Seu ultimo e mais extensivo trabalho
sobre avaliação na aprendizagem foi a tese de doutoramento apresentada a PUC de
SP em 1992, e defendida em abril do mesmo ano, sob titulo avaliação de
aprendizagem escolar: sendo percorridas, onde desenvolveu um estudo sobre a
historia da avaliação da aprendizagem mais pedagógica do séc. XVI ao XX,
Como também um estudo sobre a prática da
avaliação da aprendizagem no Brasil. Abordando a avaliação da aprendizagem
escolar nas pedagogias sob o enfoque de sua utilização disciplinar tendo em
vista a conformação do caráter. Pretendeu com a tese realizar um exame
interdisciplinar da questão da avaliação da aprendizagem escolar incluindo
aspectos históricos, políticos, filosóficos, e psicológicos, para tentar
desvendas as “sendas percorridas” pela avaliação da aprendizagem escolar na sociedade
moderna e na pratica educacional brasileira, ao longo do tempo.
Avaliação da aprendizagem escolar: apontamentos sobre a
pedagogia do exame.
(publicada na revista tecnologia
educacional, RJ nº 20(101); 82-6 jul./ago. 1991).
O texto compõe-se de um conjunto de
observações gerais sobre a pratica da avaliação de aprendizagem na escola
brasileira.
Ø Nossa pratica
educacional da avalição da aprendizagem ganhou um espaço tão amplo nos
processos de ensino que essa pratica passou a ser direcionada por uma
“pedagogia do exame”.
Ø Todas as
atividades discentes e docentes estão voltadas por um treinamento de “resolver
provas”
Ø Os alunos tem
sua atenção centrada na “promoção”. Iniciando o ano letivo o interesse é saber
como se dará o processo de promoção no final do período escolar, as normas e os
modos pelas quais as notas serão obtidas para a promoção de uma serie para
outra o processo de aprendizagem não e o mais importante.
Ø Os professores
utilizam as provas com instrumento de ameaça e tortura previa dos alunos. Usam
algumas expressões como: “estudem! Caso ao contrario vocês poderão se dar mal
no dia da prova”. Ou “prestem atenção! O dia da prova vem ai e vocês verão o
que vai acontecer”.
Essas e outras expressões soa comum no
cotidiano escolar, demonstrando que o professor utiliza das provas como o fator
negativo de motivação, onde só por uma ameaça constante ou espera conseguir que
seus alunos estudem.
Ø Os pais em geral
estão na expectativa das notas de seus filhos para serem aprovados.
Ø Exemplo: reunião
de pais e mestres no final de cada bimestre letivo especialmente no nível de
escolaridade de 1º grau. Os professores vãos para reunião para entregar os
boletins e conversar com os pais sobre as crianças. Os pais, cujos filhos
apresentam notas significativas não sentem a necessidade de conversar com os
professores. Os encontros com todos os pais de uma turma de trinta alunos para
conversar com um professor num mesmo momento. Efetivamente não tem com ser um
encontro educativo.
Ø O próprio
sistema de ensino (social) esta atento ao resultado. Se a instituição
representar bonitos quadros de notas e não estiver atentando contra “o decoro
social”, ela estará muito bem.
O medo é um fator importante no processo de controle social. O
estado, a igreja, a família e a escola se utilizam dela. Isso gera uma
personalidade submissa e hábitos de comportamento físico tenso que conduzem ás:
Doenças respiratórias.
Doenças gástricas
Doenças
sexuais, etc.
Em
função dos diversos tipos de estresses.
O
castigo é o instrumento gerador do medo, explicito ou psicológico. A ameaça é
um castigo psicológico antecipado, significa mente pesado e controlador que causa “preocupação” permanente sobre a
cabeça.
Consequências da pedagogia do exame:
Ø Pedagogicamente:
o aval da aprendizagem enquanto valorizar os exames, não cumprira sua função de
auxiliar na construção da aprendizagem satisfatória.
Ø Psicologicamente:
é útil para desenvolver personalidades submissas
Ø Sociologicamente:
a sociedade é estruturada em classes, portanto de modo desigual, a avalição de
aprendizagem poder ser posta sem dificuldades, a favor do processo de seletividade,
desde que utilizada independente da construção da própria aprendizagem.
Avaliação educacional escolar para além do autoritarismo
A
pratica escolar predominante hoje se realiza dentro de um modelo teórico de
compreensão que pressupõem a educação como um mecanismo de conservação e
reprodução da sociedade. O autoritarismo é elemento necessário para a garantia
desse modelo social, daí a pratica da avaliação manifestar-se de forma
autoritária.
Para
propor o rompimento desse modelo temos que colocar a avaliação escolar a
serviço de uma pedagogia que entenda e esteja preocupada com a educação com
mecanismo de transformação social.
Sendo
assim, nosso trabalho desenvolver-se-á esses três passos: avaliação educacional
escolar dentro dos moldes pedagógicos para a conservação e transformação atual
pratica da avaliação escolar e por ultimo algumas indicações de saída desta
situação, a partir do entendimento da educação com instrumento de transformar
da pratica social.
Ø Contextos
pedagógicos para a pratica da avaliação educacional
A
avaliação da aprendizagem escolar no Brasil hoje esta a serviço de uma
pedagogia dominante, que serve a um modelo social dominante identificado como
modelo social liberal conservador. O entendimento liberal que se definiu
historia da revolução francesa, tendo em vista à transformação do modulo social
da época, permaneceu e definiu formalmente a sociedade que vivemos, onde prevê
e garante aos cidadãos, os direitos de igualdade e liberdade perante a lei.
Podemos
dizer que esse modelo liberal conservador da sociedade produziu três
pedagógicos diferentes mas relacionados entre si com um mesmo objetivo
conservar a sociedade na sua configuração. A pedagogia tradicional (centrada no
intelecto na transmissão de conteúdo e na pessoa do professor), a pedagogia
renovada ou escalamovista (centrada nos sentimentos, na espontaneidade e na
produção dos conhecimentos e educando com suas diferenças individuais, e a
pedagogia tecnicista (centrada na transmissão e apreensão dos conteúdos e no
principio do rendimento).
Todos
são traduções do modelo liberal tentando produzir, sem o conseguir, pois o modelo
social não permite a equalização social, pois à garantia de que todos são
formalmente iguais. Nossa perspectiva, os elementos dessas três pedagogias
pretendem garantir o sistema social na sua integridade.
No
contexto da pratica social liberal conservadora vem-se aspirando uma opção por
outro modelo social, a pedagogia libertadora, fundada e representada pelo pensamento
e pela pratica pedagógica do professor Paulo Freire. Esta pedagogia esta
marcada pela ideia de que a transformação virá pela emancipação das camadas
populares, que se define pelo processo de conscientização cultural e politica
fora dos muros da escola, destinada fundamentalmente à educação dos adultos e
também temos manifestações das pedagogias libertaria representada pelos
antiautoritários autogestonarios e centrada na ideia de que a escola deve ser
um instrumento de conscientizada e organizada politica dos educandos e por
ultimo e mais recente esta a pedagogia dos conteúdos socioculturais, com a
ideia de igualdade de oportunidades para todos no processo de educação e na
compreensão de que a pratica educacional se faz pela transmissão e assimilação
dos conteúdos de conhecimento sistematizados pela humanidade e na aquisição de
habilidades de assimilação e transformação desses conteúdos, no contexto de uma
prática social (libâneo).
O
primeiro grupo está preocupado com a reprodução e conservação da sociedade. Sua
prática de avaliação e autoritária, pois a essência desse modelo exige controle
dos indivíduos nos parâmetros previamente estabelecidos de equilíbrio social.
O
segundo grupo é voltado para as perspectivas e possibilidades de transformação
social. Sua prática de avaliação esta atenta à superação do autoritarismo e do
estabelecimento da autonomia educando, pois exige a participação democrática de
todos.
A atual prática da avaliação educacional escolar: manifestação e
exacerbação do autoritarismo.
A
definição mais comum adequada estipula que a avaliação é um julgamento de valor
sobre manifestações relevantes da realidade tendo em vista uma tomada de
decisão (Luckesi).
A
atual prática da avaliação escolar estipulou com função do ato de avaliar a classificação
e não o julgamento, como deveria ser, ou seja, o julgamento de valor que teria
a função de possibilitar uma nova tomada de decisão sobre o objetivo avaliado, passa
a ter função estática de classificar um objeto ou ser humano histórico num padrão
determinado. Do ponto de vista da aprendizagem escolar, poderá ser
definitivamente classificado com inferior, médio ou superior. Classificações
essas que são registradas e podem ser transformadas em numero e por isso
adquirem a possibilidade de serem somadas e divididas em medias. Com a função
classificatória, a avalição constitui-se num instrumento estático e frenador do
processo de crescimento, com a função diagnostica, ao contrario, ela
constitui-se num momento dialético do processo de avançar no desenvolvimento
para a autonomia e para competência.
Apesar
de a lei garantir igualdade pra todos, no conceito histórico a sociedade
definida permanece com esta, pois a distribuição social com a pratica
pedagógica, e a forma de, pela avaliação, traduzem o modelo liberal conservador
da sociedade.
A
avalição educacional com classificatória torna-se um instrumento autoritário e
frenador, possibilitando a uns acessos e aprofundamento do saber, a outros a
evasão dos meios do saber, nas mãos do professor a avaliação desempenha o papel
disciplinador com o uso do poder, via avaliação classificatória, o professor
representa o sistema, enquadra os alunos na normatividade socialmente
estabelecida. Dai decorrem manifestações constantes de autoritarismo chegando
mesmo à sua exacerbação. Alguma das manifestações são “armadilhas” nos testes
pode-se elevar o padrão de exigência (quando se deseja reprovar alguém), a
comunicação (ambiguidade do que se solicita no teste) pode não ser clara, uma
atitude de “indisciplina”, na sala de aula, por vezes é imediatamente castigada
com um teste relâmpago, atitudes também com “conceder um ponto a amis” ou de
“retirar um ponto” da nota do aluno. O arbítrio do professor aqui é total.
Por
todas essas manifestações a prática da avaliação escolar perde seu significado
constitutivo a pedagogia conservadora exacerba a autoridade e oprime o
educando, impedindo o seu crescimento e consequente a transformação social.
Avaliação educacional no contexto de uma pedagogia para a
humanização: uma proposta de ultrapassagem do autoritarismo
Para
que a avaliação educacional escolar assuma o seu papel de instrumento dialético
de diagnostico para o crescimento, terá de ser sitiar e estar a serviço de uma
pedagogia preocupada com a transformação social.
O
educado que for dar um novo encaminhamento para a pratica de avaliação escolar
devera redefinir e definir os rumos de sua ação pedagógica, pois ela não e
neutra, ela insere num contexto maior esta a serviço, o primeiro passo é
assumir um posicionamento pedagógico claro e explicito que possa orientar a
pratica pedagógica, no planejamento, na execução e na avaliação. O segundo
passo e a conscientização de cada um de nos, professor, educando pra novos
rumos. Não basta saber o que se “deve se ensinar”, é preciso fazer com que as
coisas “sejam assim” (teoria e pratica). O ultimo aspecto é o resgate da
avaliação educacional com a transformação social (avaliação diagnostica e não
conservadora e autoritária).
Ø Pratica escolar:
do erro com fonte de castigo ao erro com fonte de virtude
As
condutas dos alunos consideradas com erros tem dado margem, na pratica escolar,
tanto no passado com no presente, às mais variadas formas de castigo por parte
dos professores, indo desde as mais visíveis até as mais sutis, ao longo do
tempo esses castigos forma perdendo seu caráter de agressão física, tornando-se
mais tênues, mas não desprovidos da violência, ela se manifesta de diversas
maneiras, agredindo a personalidade, causando medo, ansiedade, vergonha e
tensão.
Existem
castigos como: ficar retido na sala durante o recreio, suspender o lanche, realizar
tarefas extras, ameaçar o aluno caso na caminhem bem nas condutas que devem ser
aprendidas, etc.
O
castigo que emerge o erro, verdadeiro ou suposto, marca o aluno tanto pelo seu
conteúdo quanto pela sua forma.
A
partir do erro, na pratica escolar, desenvolve-se e reforça-se no educando uma
compreensão culposa da vida. Ao ser lembrado da culpa, além de ser castigado
por outros, muitas vezes ele sofre a autopunição. Nem sempre a escola e a
responsável por todos os processos culposos que cada um de nos carrega, mais
reforça esse processo.
O
clima de culpa, castigo e medo, que tem sido um dos elementos da configuração
de pratica docente, é um dos fatores que impedem a escola e a sala de aula de
serem um ambiente de alegria, satisfação e vida feliz.
Assim
as crianças e os jovens rapidamente se afastam e temem o que ocorre no âmbito
da sala de aula.
Ø O erro como
fonte de virtude
Reconhecendo a origem e a constituição
de um erro pode supera-lo com benefícios significativos para o crescimento, o
erro especialmente no caso da aprendizagem, não deve ser a fonte do castigo,
pois e um suporte para a autocompreenssão seja pela busca individual (na medida
em que me pergunto com e por que errei, seja pela busca participativa (na
medida em que um outro, no caso da escola, o professor, discute com o aluno,
apontando-lhe os desvios cometidos em relação aos padrão e estabelecido). Assim
sendo, o isso não e fonte pra o castigo, mas suporte para o crescimento.
A questão do erro na pratica escolar
esta articulada com a questão da avaliação da aprendizagem sendo fonte de
decisão sobre o castigo, a avaliação deveria ser fonte de decisão sobre os
caminhos do crescimento sadio e feliz.
Verificação ou avaliação:
o que pratica a escola
A avaliação subsidia decisões a respeito
da aprendizagem dos educandos, tendo em vista garantir a qualidade de resultado
que estamos construindo. Por isso não pode ser estudada, definida e delineada
sem um projeto que a articule desse modo, os encaminhamentos que estaremos
fazendo para a pratica da avaliação da aprendizagem destinam-se a servir de
base para tomadas de decisões no sentido de construir com e nos educandos
conhecimentos, habilidades e hábitos que possibilitam o seu efetivo
desenvolvimento, por meio da assimilação ativa do legado cultural da sociedade.
Não pratica da aferição do
aproveitamento escolar, os professores realizam basicamente três procedimentos
sucessivos.
Ø Medida do
aproveitamento escolar: os resultados da aprendizagem são: os resultados de
aprendizagem são obtidos pela medida, que é uma forma de comparar grandezas,
tomando uma com padrão e outra com objeto a ser medido, tendo com resultado a
qualidade de vezes que a media padrão cabem dentro do objetivo medido.
Ø Transformação da
medida de medida em nota: um exemplo é suficiente para compreender com se esse
processo. Para um teste de dez questões, as correspondências entre acertos e
notas são simples: cada questão equivale a um decimo da nota máxima, que seria
dez. Assim, um aluno que acertou oito questões obtém nota oito a transformação
de acertos em conceitos poderia ser feita por uma escala com a que segue: SR
(sem rendimento) igual a nenhum acerto; IN (inferior) igual um ou dois acertos;
MI (médio inferior) igual a três ou quatro acertos; ME (media) igual a cinco ou
seis acertos; MS (médio superior) igual a sete ou oito acertos; SS (superior)
igual a nove ou dez acertos. As escalas de conversão poderão ser mais complexas
que estas, mas sem nenhuma grande dificuldade.
Ø Utilização dos
resultados
O professor te diversas possibilidades
de utiliza-lo, como: simplesmente registra-lo no diário de classe ou caderneta
do aluno, oferecer ao educando caso ele tenha obtido uma nota ou concito
inferior “oportunidade” de melhorar, permitindo que faça uma nova aferi ação, atentar
para as dificuldades e desvios de aprendizagem do educandos e decidir trabalhar
e ele para que de fato aprendam e consigam os resultados necessário de
aprendizagem.
Ø A escola opera
com verificação e não com avaliação da aprendizagem
O processo de verificar configurar-se
pela observação, obtenção, analise e síntese dos dados ou informações que
delimitam o objeto ou ato com o qual se esta trabalhando.
Planejamento e avaliação
na escola
O ato de planejar e a atividade
intencional pela qual se projetam fins e se estabelecem meios para atingi-los
por isso, não é neutro, mas ideologicamente comprometido.
A pratica do planejamento da educação em
nosso país tem sido conduzido como se fosse uma atividade neutra, sem
comprometimentos.
A atividade de planejar, sem que se
esteja atento dos seus significados ideológicos (valores e modos de agir), é um
modo dentre outros de resguardar o “modelo de sociedade” ao qual serve esse
planejamento.
Ø Planejamento e
avaliação
A pratica de planejar, em todos os níveis
(educacional, curricular, curricular de ensino), deve ganhar a dimensão de uma
decisão politica, cientifica e técnica é preciso que ultrapasse a dimensão
técnica, integrando-a uma dimensão político-social, assumindo esse papel
deixara de ser um simples estrutural de meios e recursos, por tornar-se o
momento de decidir sobra a construção de um futuro. Esse modo de planejar deve
ser resultado da contribuição de todos aqueles que compõem o corpo profissional
da escola.
Enquanto o planejamento e aceito pelo
ato decidiram o que construir, avaliar é o ato critico que nos subsidia na
verificação de como estamos construindo nosso projeto. A avaliação é uma
ferramenta na qual o ser humano não se livra, ela faz parte do seu modo de agir
e, por isso, é necessário que seja usada da melhor forma possível.
Por uma pratica docente
critica e construtiva
A democratização da educação escolar,
com meio de desenvolvimento do educando do ponto de vista individual e
coletivo, sustenta-se em três elementos básicos: o acesso universal ao ensino,
permanência na escola e qualidade satisfatória de instrução.
Nem todas as crianças, jovens e adultos
deste país tem acesso ao ensino, muitíssimos daqueles que ingressaram
permanecem e aqueles que permanecem nem sempre obtém uma instrução e um ensino
de qualidade. Se nós professores, na sala de aula não podemos dar conta da
politica de oferta de vagas e acesso dos educandos à escola, podemos dar conta
de um trabalho educativo significativo para aqueles que nela têm acesso se o
trabalho for de boa qualidade será um fator coadjuvante de permanência dos
educandos dentro do processo de aquisição do saber e consequentemente um fator
dentro do processo de democratização da sociedade.
O desenvolvimento da educação significa
a formação de suas convicções afetivas, sociais, politicas, significa o desenvolvimento
de suas capacidades cognoscitivas e habilidades psicomotoras, enfim, sua
capacidade e seu modo de viver.
Para a formação das convicções sociais e
para o desenvolvimento das capacidades dos educandos, a educação escolar, a
escola faz uso da assimilação ativa dos conteúdos socioculturais já produzidos
pela humanidade. A cultura existe e necessária ao desenvolvimento das novas
gerações, pois elas dão-se num contexto humanizado e culturalizado.
A assimilação ativa dos conteúdos
socioculturais, dentro da escola, se da pelo processo de uma aprendizagem
intencional que despede de um ensino intencionalmente estabelecido. O educado
se desenvolve enquanto aprende.
Existem mais formas de aprendizagem: espontânea
(ocorre nas múltiplas situações de vivencia do cotidiano), a intencional
(aquela que é baseada e propiciada intencionalmente).
Ø Dinâmica de
assimilação ativa dos conteúdos
São quatro os elementos fundamentais a
serem levados em consideração no processo de ensino/aprendizagem assimilação
receptiva de conhecimento e metodologias e visões do mundo, aproximação pela
qual o educando recebe as intepretações já produzidas sobre a realidade, sem se
reflexo e passivo, exercitação do conhecimento e metodologia (habilidades e
hábitos não desenvolvem sem atividade construtiva), aplicação de conhecimento e
metodologia (utilização de conhecimentos que forma adquiridos para a solução de
problemas semelhantes) e inventividade (uma ação criativa que soma a assimilação
dos conteúdos socioculturais, a intuição, a espontaneidade, o risco).
Ø Tarifas e
praticas docente
Planejamento: ato decisório politico,
cientifica e técnico que da uma direção para onde vai se conduzir a ação. O
planejamento do ensino necessite ser procedido de um projeto pedagógico que
define os objetos políticos da ação, assim como as linhas mestres a serem
seguidas e de um projeto que define os resultados que se espera alcançar em
cada área de conhecimento.
Execução: pôr em andamento as decisões
de forma coerente e consistente, traduzir, pratica cotidiana os princípios
filosóficos e políticos estabelecidos, por meio de transmissão e assimilação
ativa dos conteúdos escolares, chegando aos resultados esperados.
Avaliação dos resultados da aprendizagem
e a verificação dos resultados planejados que estão sendo obtidos, assim com
fundamentar decisões que devem ser tomadas para que os resultados sejam
construídos.
Ø A busca de um
desejo
O ser humano age em função de algum
resultado, seja econômico, material, politico, amoroso ou pelo simples prazer
de viver o momento.
Fazer de conta que se tem o desejo, se
de fato, não se tem é um desastre para a própria ação. Uma vez que sem o desejo
não se investe na construção dos resultados que se espera.
A busca da satisfação e pressentimento
da própria natureza humana. Trabalhar é a proposta humana natural ao fato de
estarmos sós, e o nosso modo de participar do universo, é a expressão
habilidosa da totalidade no nosso ser, o recuso para criar harmonia e
equilíbrio em nós mesmos e no mundo.