quinta-feira, 16 de maio de 2013

Profissão Professor



Profissão Professor – António Nóvoa

A obra revela uma grande pluralidade de pontos de vista sobre a profissão professor. Reunindo contribuições de autores de vários países, o livro procura pôr à disposição do leitor uma reflexão útil para pensar a situação atual dos professores. Inicialmente, a função docente desenvolveu-se de forma subsidiária e não especializada, constituindo uma ocupação secundária de religiosos ou leigos das mais diversas origens. No início do século XVIII havia já uma diversidade de grupos que encarnavam o ensino como ocupação principal, exercendo-a por vezes a tempo inteiro. A intervenção do Estado vai provocar uma homogeneização, bem como a unificação e uma hierarquização à escala nacional, de todos estes grupos: é o enquadramento estatal que institui os professores como corpo profissional, e não uma concepção corporativa do ofício.
      Ao final do século XVIII o Estado cria uma licença, que é concedida na sequencia de um exame que pode ser requerido pelos indivíduos que preencham um certo número de condições (habilitações, idade, comportamento moral, etc.). a criação desta licença (ou autorização) é um momento decisivo do processo de profissionalização da atividade docente, uma vez que facilita a definição de um perfil de competências técnicas, que servirá de base ao recrutamento dos professores e ao delinear de uma carreira docente. Na segunda metade do século XIX, os professores são vistos como indivíduos entres várias situações: não são burgueses, mas também não são povo; não devem ser intelectuais, mas têm de possuir um bom acervo de conhecimentos; devem manter relações com todos os grupos sociais, mas sem privilegiar nenhum deles; não exercem o seu trabalho com independência, mas é útil que usufruam de alguma autonomia; etc. Estas perplexidades acentuam-se com a feminização do professorado, fenômeno que se torna bem visível na viragem do século e que introduz um novo dilema entre as imagens masculinas e femininas da profissão.
    A crise da profissão docente arrasta-se há longos anos e não se vislumbram perspectivas de superação a curto prazo. As consequências da situação de mal-estar que atinge o professorado estão à vista de todos: desmotivação pessoal e elevados índices de abandono, insatisfação profissional traduzida numa atitude de desinvestimento e de indisposição constante (face ao ministério, aos colegas, aos alunos, etc.), recurso sistemático a discursos-alibi de descupabilização e ausência de uma reflexão crítica sobre a ação profissional, etc. A educação é objeto de um amplo debate social, graças ao qual se constroem crenças e aspirações que formulam diferentes exigências em relação ao comportamento dos professores. A expressão mal-estar docente emprega-se para descrever os efeitos permanentes, de caráter negativo, que afetam a personalidade do professor como resultado das condições psicológicas e sociais em que exerce a docência, devido à mudança social acelerada. É possível enumerar, pelo menos, doze indicadores básicos, que resumem as mudanças recentes na área da educação. Os nove primeiros referem-se ao desenvolvimento de novas concepções da educação, que se reportam ao contexto social da função docente, apesar de terem uma forte incidência na atuação do professor na sala de aula. Os três últimos referem-se a variações intrínsecas ao trabalho escolar.
     Uma ideia geral para sintetizar a papel destes fatores contextuais em relação ao desenvolvimento da função docente: a mudança acelerada do contexto social influi fortemente no papel a desempenhar pelo professor no processo de ensino, embora muitos professores não tenham sabido adaptar-se a estas mudanças, nem as autoridades educativas tenham traçado estratégias de adaptação, sobretudo a nível de programas de formação de professores. O resultado mais evidente é o desajustamento dos professores relativamente ao significado e alcance do seu trabalho.






Transdisciplinaridade (Ubiratan D'Ambrósio)

A Transdisciplinaridade não constitui uma nova filosofia de vida, nem uma nova metáfisica. Tampouco uma ciência das ciências. Muito menos uma nova atitude religiosa. Em todas as culturas o conhecimento esta subordinado a um contexto natural, social e de valores. Indivíduos e povos criam ao longo da história, instrumentos teóricos de reflexão e observação. Associados a estes, desenvolvem técnicas e habilidades para explicar, entender, conhecer e aprender, visando saber e fazer.
Assim, teorias e praticas são respostas a questões e situações diversas geradas pela necessidade de sobrevivência e transcendência. A transdisciplinaridade é o reconhecimento de que não há espaço nem tempo culturais privilegiados que permitam julgar e hierarquizar - como mais corretos e verdadeiros - complexos de explicações e de convivência com a realidade.
 A transdisciplinaridade é uma postura transcultural de respeito pelas diferenças; de solidariedade na satisfação das necessidades fundamentais, e na busca de uma convivência harmoniosa com a natureza.

domingo, 5 de maio de 2013

Avaliação grupo 3


Avaliação da aprendizagem escolar
Cipriano c. Luckesi
Avaliação da aprendizagem escolar vem sendo objeto de constantes pesquisas e estudos com variados enfoques de tratamentos, com tecnologia, sociologia, filosofia e politica.
Luckesi, educador e pesquisador da área da avaliação da aprendizagem.
Seu ultimo e mais extensivo trabalho sobre avaliação na aprendizagem foi a tese de doutoramento apresentada a PUC de SP em 1992, e defendida em abril do mesmo ano, sob titulo avaliação de aprendizagem escolar: sendo percorridas, onde desenvolveu um estudo sobre a historia da avaliação da aprendizagem mais pedagógica do séc. XVI ao XX,
Como também um estudo sobre a prática da avaliação da aprendizagem no Brasil. Abordando a avaliação da aprendizagem escolar nas pedagogias sob o enfoque de sua utilização disciplinar tendo em vista a conformação do caráter. Pretendeu com a tese realizar um exame interdisciplinar da questão da avaliação da aprendizagem escolar incluindo aspectos históricos, políticos, filosóficos, e psicológicos, para tentar desvendas as “sendas percorridas” pela avaliação da aprendizagem escolar na sociedade moderna e na pratica educacional brasileira, ao longo do tempo.
Avaliação da aprendizagem escolar: apontamentos sobre a pedagogia do exame.
(publicada na revista tecnologia educacional, RJ nº 20(101); 82-6 jul./ago. 1991).
O texto compõe-se de um conjunto de observações gerais sobre a pratica da avaliação de aprendizagem na escola brasileira.
Ø  Nossa pratica educacional da avalição da aprendizagem ganhou um espaço tão amplo nos processos de ensino que essa pratica passou a ser direcionada por uma “pedagogia do exame”.
Ø  Todas as atividades discentes e docentes estão voltadas por um treinamento de “resolver provas”
Ø  Os alunos tem sua atenção centrada na “promoção”. Iniciando o ano letivo o interesse é saber como se dará o processo de promoção no final do período escolar, as normas e os modos pelas quais as notas serão obtidas para a promoção de uma serie para outra o processo de aprendizagem não e o mais importante.
Ø  Os professores utilizam as provas com instrumento de ameaça e tortura previa dos alunos. Usam algumas expressões como: “estudem! Caso ao contrario vocês poderão se dar mal no dia da prova”. Ou “prestem atenção! O dia da prova vem ai e vocês verão o que vai acontecer”.
Essas e outras expressões soa comum no cotidiano escolar, demonstrando que o professor utiliza das provas como o fator negativo de motivação, onde só por uma ameaça constante ou espera conseguir que seus alunos estudem.
Ø  Os pais em geral estão na expectativa das notas de seus filhos para serem aprovados.
Ø  Exemplo: reunião de pais e mestres no final de cada bimestre letivo especialmente no nível de escolaridade de 1º grau. Os professores vãos para reunião para entregar os boletins e conversar com os pais sobre as crianças. Os pais, cujos filhos apresentam notas significativas não sentem a necessidade de conversar com os professores. Os encontros com todos os pais de uma turma de trinta alunos para conversar com um professor num mesmo momento. Efetivamente não tem com ser um encontro educativo.
Ø  O próprio sistema de ensino (social) esta atento ao resultado. Se a instituição representar bonitos quadros de notas e não estiver atentando contra “o decoro social”, ela estará muito bem.
O medo é um fator importante no processo de controle social. O estado, a igreja, a família e a escola se utilizam dela. Isso gera uma personalidade submissa e hábitos de comportamento físico tenso que conduzem ás:
Doenças respiratórias.
Doenças gástricas
Doenças sexuais, etc.
Em função dos diversos tipos de estresses.
O castigo é o instrumento gerador do medo, explicito ou psicológico. A ameaça é um castigo psicológico antecipado, significa mente pesado e controlador  que causa “preocupação” permanente sobre a cabeça.

Consequências da pedagogia do exame:

Ø  Pedagogicamente: o aval da aprendizagem enquanto valorizar os exames, não cumprira sua função de auxiliar na construção da aprendizagem satisfatória.
Ø  Psicologicamente: é útil para desenvolver personalidades submissas
Ø  Sociologicamente: a sociedade é estruturada em classes, portanto de modo desigual, a avalição de aprendizagem poder ser posta sem dificuldades, a favor do processo de seletividade, desde que utilizada independente da construção da própria aprendizagem.

Avaliação educacional escolar para além do autoritarismo
A pratica escolar predominante hoje se realiza dentro de um modelo teórico de compreensão que pressupõem a educação como um mecanismo de conservação e reprodução da sociedade. O autoritarismo é elemento necessário para a garantia desse modelo social, daí a pratica da avaliação manifestar-se de forma autoritária.
Para propor o rompimento desse modelo temos que colocar a avaliação escolar a serviço de uma pedagogia que entenda e esteja preocupada com a educação com mecanismo de transformação social.
Sendo assim, nosso trabalho desenvolver-se-á esses três passos: avaliação educacional escolar dentro dos moldes pedagógicos para a conservação e transformação atual pratica da avaliação escolar e por ultimo algumas indicações de saída desta situação, a partir do entendimento da educação com instrumento de transformar da pratica social.
Ø  Contextos pedagógicos para a pratica da avaliação educacional
A avaliação da aprendizagem escolar no Brasil hoje esta a serviço de uma pedagogia dominante, que serve a um modelo social dominante identificado como modelo social liberal conservador. O entendimento liberal que se definiu historia da revolução francesa, tendo em vista à transformação do modulo social da época, permaneceu e definiu formalmente a sociedade que vivemos, onde prevê e garante aos cidadãos, os direitos de igualdade e liberdade perante a lei.
Podemos dizer que esse modelo liberal conservador da sociedade produziu três pedagógicos diferentes mas relacionados entre si com um mesmo objetivo conservar a sociedade na sua configuração. A pedagogia tradicional (centrada no intelecto na transmissão de conteúdo e na pessoa do professor), a pedagogia renovada ou escalamovista (centrada nos sentimentos, na espontaneidade e na produção dos conhecimentos e educando com suas diferenças individuais, e a pedagogia tecnicista (centrada na transmissão e apreensão dos conteúdos e no principio do rendimento).
Todos são traduções do modelo liberal tentando produzir, sem o conseguir, pois o modelo social não permite a equalização social, pois à garantia de que todos são formalmente iguais. Nossa perspectiva, os elementos dessas três pedagogias pretendem garantir o sistema social na sua integridade.
No contexto da pratica social liberal conservadora vem-se aspirando uma opção por outro modelo social, a pedagogia libertadora, fundada e representada pelo pensamento e pela pratica pedagógica do professor Paulo Freire. Esta pedagogia esta marcada pela ideia de que a transformação virá pela emancipação das camadas populares, que se define pelo processo de conscientização cultural e politica fora dos muros da escola, destinada fundamentalmente à educação dos adultos e também temos manifestações das pedagogias libertaria representada pelos antiautoritários autogestonarios e centrada na ideia de que a escola deve ser um instrumento de conscientizada e organizada politica dos educandos e por ultimo e mais recente esta a pedagogia dos conteúdos socioculturais, com a ideia de igualdade de oportunidades para todos no processo de educação e na compreensão de que a pratica educacional se faz pela transmissão e assimilação dos conteúdos de conhecimento sistematizados pela humanidade e na aquisição de habilidades de assimilação e transformação desses conteúdos, no contexto de uma prática social (libâneo).
O primeiro grupo está preocupado com a reprodução e conservação da sociedade. Sua prática de avaliação e autoritária, pois a essência desse modelo exige controle dos indivíduos nos parâmetros previamente estabelecidos de equilíbrio social.
O segundo grupo é voltado para as perspectivas e possibilidades de transformação social. Sua prática de avaliação esta atenta à superação do autoritarismo e do estabelecimento da autonomia educando, pois exige a participação democrática de todos.

A atual prática da avaliação educacional escolar: manifestação e exacerbação do autoritarismo.
A definição mais comum adequada estipula que a avaliação é um julgamento de valor sobre manifestações relevantes da realidade tendo em vista uma tomada de decisão (Luckesi).
A atual prática da avaliação escolar estipulou com função do ato de avaliar a classificação e não o julgamento, como deveria ser, ou seja, o julgamento de valor que teria a função de possibilitar uma nova tomada de decisão sobre o objetivo avaliado, passa a ter função estática de classificar um objeto ou ser humano histórico num padrão determinado. Do ponto de vista da aprendizagem escolar, poderá ser definitivamente classificado com inferior, médio ou superior. Classificações essas que são registradas e podem ser transformadas em numero e por isso adquirem a possibilidade de serem somadas e divididas em medias. Com a função classificatória, a avalição constitui-se num instrumento estático e frenador do processo de crescimento, com a função diagnostica, ao contrario, ela constitui-se num momento dialético do processo de avançar no desenvolvimento para a autonomia e para competência.
Apesar de a lei garantir igualdade pra todos, no conceito histórico a sociedade definida permanece com esta, pois a distribuição social com a pratica pedagógica, e a forma de, pela avaliação, traduzem o modelo liberal conservador da sociedade.
A avalição educacional com classificatória torna-se um instrumento autoritário e frenador, possibilitando a uns acessos e aprofundamento do saber, a outros a evasão dos meios do saber, nas mãos do professor a avaliação desempenha o papel disciplinador com o uso do poder, via avaliação classificatória, o professor representa o sistema, enquadra os alunos na normatividade socialmente estabelecida. Dai decorrem manifestações constantes de autoritarismo chegando mesmo à sua exacerbação. Alguma das manifestações são “armadilhas” nos testes pode-se elevar o padrão de exigência (quando se deseja reprovar alguém), a comunicação (ambiguidade do que se solicita no teste) pode não ser clara, uma atitude de “indisciplina”, na sala de aula, por vezes é imediatamente castigada com um teste relâmpago, atitudes também com “conceder um ponto a amis” ou de “retirar um ponto” da nota do aluno. O arbítrio do professor aqui é total.
Por todas essas manifestações a prática da avaliação escolar perde seu significado constitutivo a pedagogia conservadora exacerba a autoridade e oprime o educando, impedindo o seu crescimento e consequente a transformação social.

Avaliação educacional no contexto de uma pedagogia para a humanização: uma proposta de ultrapassagem do autoritarismo
Para que a avaliação educacional escolar assuma o seu papel de instrumento dialético de diagnostico para o crescimento, terá de ser sitiar e estar a serviço de uma pedagogia preocupada com a transformação social.
O educado que for dar um novo encaminhamento para a pratica de avaliação escolar devera redefinir e definir os rumos de sua ação pedagógica, pois ela não e neutra, ela insere num contexto maior esta a serviço, o primeiro passo é assumir um posicionamento pedagógico claro e explicito que possa orientar a pratica pedagógica, no planejamento, na execução e na avaliação. O segundo passo e a conscientização de cada um de nos, professor, educando pra novos rumos. Não basta saber o que se “deve se ensinar”, é preciso fazer com que as coisas “sejam assim” (teoria e pratica). O ultimo aspecto é o resgate da avaliação educacional com a transformação social (avaliação diagnostica e não conservadora e autoritária).
Ø  Pratica escolar: do erro com fonte de castigo ao erro com fonte de virtude
As condutas dos alunos consideradas com erros tem dado margem, na pratica escolar, tanto no passado com no presente, às mais variadas formas de castigo por parte dos professores, indo desde as mais visíveis até as mais sutis, ao longo do tempo esses castigos forma perdendo seu caráter de agressão física, tornando-se mais tênues, mas não desprovidos da violência, ela se manifesta de diversas maneiras, agredindo a personalidade, causando medo, ansiedade, vergonha e tensão.
Existem castigos como: ficar retido na sala durante o recreio, suspender o lanche, realizar tarefas extras, ameaçar o aluno caso na caminhem bem nas condutas que devem ser aprendidas, etc.
O castigo que emerge o erro, verdadeiro ou suposto, marca o aluno tanto pelo seu conteúdo quanto pela sua forma.
A partir do erro, na pratica escolar, desenvolve-se e reforça-se no educando uma compreensão culposa da vida. Ao ser lembrado da culpa, além de ser castigado por outros, muitas vezes ele sofre a autopunição. Nem sempre a escola e a responsável por todos os processos culposos que cada um de nos carrega, mais reforça esse processo.
O clima de culpa, castigo e medo, que tem sido um dos elementos da configuração de pratica docente, é um dos fatores que impedem a escola e a sala de aula de serem um ambiente de alegria, satisfação e vida feliz.
Assim as crianças e os jovens rapidamente se afastam e temem o que ocorre no âmbito da sala de aula.
Ø  O erro como fonte de virtude
Reconhecendo a origem e a constituição de um erro pode supera-lo com benefícios significativos para o crescimento, o erro especialmente no caso da aprendizagem, não deve ser a fonte do castigo, pois e um suporte para a autocompreenssão seja pela busca individual (na medida em que me pergunto com e por que errei, seja pela busca participativa (na medida em que um outro, no caso da escola, o professor, discute com o aluno, apontando-lhe os desvios cometidos em relação aos padrão e estabelecido). Assim sendo, o isso não e fonte pra o castigo, mas suporte para o crescimento.
A questão do erro na pratica escolar esta articulada com a questão da avaliação da aprendizagem sendo fonte de decisão sobre o castigo, a avaliação deveria ser fonte de decisão sobre os caminhos do crescimento sadio e feliz.

Verificação ou avaliação: o que pratica a escola
A avaliação subsidia decisões a respeito da aprendizagem dos educandos, tendo em vista garantir a qualidade de resultado que estamos construindo. Por isso não pode ser estudada, definida e delineada sem um projeto que a articule desse modo, os encaminhamentos que estaremos fazendo para a pratica da avaliação da aprendizagem destinam-se a servir de base para tomadas de decisões no sentido de construir com e nos educandos conhecimentos, habilidades e hábitos que possibilitam o seu efetivo desenvolvimento, por meio da assimilação ativa do legado cultural da sociedade.
Não pratica da aferição do aproveitamento escolar, os professores realizam basicamente três procedimentos sucessivos.
Ø  Medida do aproveitamento escolar: os resultados da aprendizagem são: os resultados de aprendizagem são obtidos pela medida, que é uma forma de comparar grandezas, tomando uma com padrão e outra com objeto a ser medido, tendo com resultado a qualidade de vezes que a media padrão cabem dentro do objetivo medido.
Ø  Transformação da medida de medida em nota: um exemplo é suficiente para compreender com se esse processo. Para um teste de dez questões, as correspondências entre acertos e notas são simples: cada questão equivale a um decimo da nota máxima, que seria dez. Assim, um aluno que acertou oito questões obtém nota oito a transformação de acertos em conceitos poderia ser feita por uma escala com a que segue: SR (sem rendimento) igual a nenhum acerto; IN (inferior) igual um ou dois acertos; MI (médio inferior) igual a três ou quatro acertos; ME (media) igual a cinco ou seis acertos; MS (médio superior) igual a sete ou oito acertos; SS (superior) igual a nove ou dez acertos. As escalas de conversão poderão ser mais complexas que estas, mas sem nenhuma grande dificuldade.
Ø  Utilização dos resultados
O professor te diversas possibilidades de utiliza-lo, como: simplesmente registra-lo no diário de classe ou caderneta do aluno, oferecer ao educando caso ele tenha obtido uma nota ou concito inferior “oportunidade” de melhorar, permitindo que faça uma nova aferi ação, atentar para as dificuldades e desvios de aprendizagem do educandos e decidir trabalhar e ele para que de fato aprendam e consigam os resultados necessário de aprendizagem.
Ø  A escola opera com verificação e não com avaliação da aprendizagem
O processo de verificar configurar-se pela observação, obtenção, analise e síntese dos dados ou informações que delimitam o objeto ou ato com o qual se esta trabalhando.

Planejamento e avaliação na escola
O ato de planejar e a atividade intencional pela qual se projetam fins e se estabelecem meios para atingi-los por isso, não é neutro, mas ideologicamente comprometido.
A pratica do planejamento da educação em nosso país tem sido conduzido como se fosse uma atividade neutra, sem comprometimentos.
A atividade de planejar, sem que se esteja atento dos seus significados ideológicos (valores e modos de agir), é um modo dentre outros de resguardar o “modelo de sociedade” ao qual serve esse planejamento.
Ø  Planejamento e avaliação
A pratica de planejar, em todos os níveis (educacional, curricular, curricular de ensino), deve ganhar a dimensão de uma decisão politica, cientifica e técnica é preciso que ultrapasse a dimensão técnica, integrando-a uma dimensão político-social, assumindo esse papel deixara de ser um simples estrutural de meios e recursos, por tornar-se o momento de decidir sobra a construção de um futuro. Esse modo de planejar deve ser resultado da contribuição de todos aqueles que compõem o corpo profissional da escola.
Enquanto o planejamento e aceito pelo ato decidiram o que construir, avaliar é o ato critico que nos subsidia na verificação de como estamos construindo nosso projeto. A avaliação é uma ferramenta na qual o ser humano não se livra, ela faz parte do seu modo de agir e, por isso, é necessário que seja usada da melhor forma possível.

Por uma pratica docente critica e construtiva
A democratização da educação escolar, com meio de desenvolvimento do educando do ponto de vista individual e coletivo, sustenta-se em três elementos básicos: o acesso universal ao ensino, permanência na escola e qualidade satisfatória de instrução.
Nem todas as crianças, jovens e adultos deste país tem acesso ao ensino, muitíssimos daqueles que ingressaram permanecem e aqueles que permanecem nem sempre obtém uma instrução e um ensino de qualidade. Se nós professores, na sala de aula não podemos dar conta da politica de oferta de vagas e acesso dos educandos à escola, podemos dar conta de um trabalho educativo significativo para aqueles que nela têm acesso se o trabalho for de boa qualidade será um fator coadjuvante de permanência dos educandos dentro do processo de aquisição do saber e consequentemente um fator dentro do processo de democratização da sociedade.
O desenvolvimento da educação significa a formação de suas convicções afetivas, sociais, politicas, significa o desenvolvimento de suas capacidades cognoscitivas e habilidades psicomotoras, enfim, sua capacidade e seu modo de viver.
Para a formação das convicções sociais e para o desenvolvimento das capacidades dos educandos, a educação escolar, a escola faz uso da assimilação ativa dos conteúdos socioculturais já produzidos pela humanidade. A cultura existe e necessária ao desenvolvimento das novas gerações, pois elas dão-se num contexto humanizado e culturalizado.
A assimilação ativa dos conteúdos socioculturais, dentro da escola, se da pelo processo de uma aprendizagem intencional que despede de um ensino intencionalmente estabelecido. O educado se desenvolve enquanto aprende.
Existem mais formas de aprendizagem: espontânea (ocorre nas múltiplas situações de vivencia do cotidiano), a intencional (aquela que é baseada e propiciada intencionalmente).
Ø  Dinâmica de assimilação ativa dos conteúdos
São quatro os elementos fundamentais a serem levados em consideração no processo de ensino/aprendizagem assimilação receptiva de conhecimento e metodologias e visões do mundo, aproximação pela qual o educando recebe as intepretações já produzidas sobre a realidade, sem se reflexo e passivo, exercitação do conhecimento e metodologia (habilidades e hábitos não desenvolvem sem atividade construtiva), aplicação de conhecimento e metodologia (utilização de conhecimentos que forma adquiridos para a solução de problemas semelhantes) e inventividade (uma ação criativa que soma a assimilação dos conteúdos socioculturais, a intuição, a espontaneidade, o risco).
Ø  Tarifas e praticas docente
Planejamento: ato decisório politico, cientifica e técnico que da uma direção para onde vai se conduzir a ação. O planejamento do ensino necessite ser procedido de um projeto pedagógico que define os objetos políticos da ação, assim como as linhas mestres a serem seguidas e de um projeto que define os resultados que se espera alcançar em cada área de conhecimento.
Execução: pôr em andamento as decisões de forma coerente e consistente, traduzir, pratica cotidiana os princípios filosóficos e políticos estabelecidos, por meio de transmissão e assimilação ativa dos conteúdos escolares, chegando aos resultados esperados.
Avaliação dos resultados da aprendizagem e a verificação dos resultados planejados que estão sendo obtidos, assim com fundamentar decisões que devem ser tomadas para que os resultados sejam construídos.
Ø  A busca de um desejo
O ser humano age em função de algum resultado, seja econômico, material, politico, amoroso ou pelo simples prazer de viver o momento.
Fazer de conta que se tem o desejo, se de fato, não se tem é um desastre para a própria ação. Uma vez que sem o desejo não se investe na construção dos resultados que se espera.
A busca da satisfação e pressentimento da própria natureza humana. Trabalhar é a proposta humana natural ao fato de estarmos sós, e o nosso modo de participar do universo, é a expressão habilidosa da totalidade no nosso ser, o recuso para criar harmonia e equilíbrio em nós mesmos e no mundo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Temas - Prática do Módulo III


1 – Didática e Tendências Pedagógicas - 27 de junho

- Medo e Ousadia (Paulo Freire) - Stella
- Pedagogia e pedagogos, para quê? (Libâneo) - Noeli
- Didática (Libâneo) - Talita 
- Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa (Paulo Freire) - Loreci
- Pedagogia do Oprimido (Paulo Freire) - Roberta

2 – Didática e Tendências Pedagógicas - 27 de junho
- 10 Novas competências para ensinar (Perrenoud) - Janaína
- Profissão Professor (Nóvoa) - Vanuza
- Professora SIM, tia NÃO (Paulo Freire) - Eliane
- Compreender e transformar o ensino (Sacristán) - Lawrence
- Formação de Professores: Pensar e Fazer (Nilda Alves) - Maurício

3 – Avaliação - 27 de junho
- Avaliação: mito & desafio: uma perspectiva construtivista (Jussara Hoffmann) - Jusselda
- Avaliação da aprendizagem escolar (Luckesi) - Priscilla
- Por que ainda falar em avaliação? (Marlene Grillo) - Eliana
- Avaliação, uma discussão em aberto (Marlene Grillo e Délcia Ericone - Gilce
-  Aprendizes e Mestre - A nova cultura da aprendizagem (Pozo) - Marília
 

4 – Avaliação - 27 de junho 
- Avaliação Mediadora - (Jussara Hoffmann) - Gabriela
- Avaliação Mito & Desafio: uma perspectiva construtivista (Hoffmann)- Ana Paula
- Da avaliação dos saberes à construção de competências. (Melchior) - Pâmela
- Avaliar para promover as setas do caminho (Jussara Hoffmann) - Ariana
- O jogo do contrário em avaliação (Jussara Hoffmann) - Thaisy
Avaliação na Pré-escola (Jussara Hoffmann) - Sanciarai
- Avaliação na Pré-escola (Jussara Hoffmann) - Adriana

5 – Temas Transversais - 21 de março
- Pedagogia do Oprimido (Paulo Freire) - Jucélia
- Pedagogia da Autonomia (Paulo Freire) - Jane
- 12 faces do preconceito (Jaime Pinsky) - Márcia
- Educação: um tesouro a descobrir (Delors) - Marivanda
- Práticas interdisciplinares na escola (Fazenda) - Cherle
- Transdisciplinaridade (Ubiratan D’Ambrosio) - Aline

7 – Meio Ambiente e Saúde - 25 de abril
- Temas transversais e currículo (Marcondes) - Rosângela
- O meio ambiente em debate (Samuel Branco) - Carmen
- Educar pela pesquisa (Pedro Demo) - Asuka

9 – Psicomotricidade - 23 de maio
- Psicomotricidade: da educação infantil à gerontologia: teoria e prática (Ferreira) - Michele
- O brincar na escola: Metodologia lúdico-vivencial, coletânea de jogos, brinquedos e dinâmicas (Santa Marli Santos) – Rosa
- Lateralidade: implicações no desenvolvimento infantil (A. M. Farias) - Barbara
- Fundamentos da educação infantil: enfrentando o desafio (Janet Moyles) - Daiana

10 – Psicomotricidade - 23 de maio
- Psicomotricidade: perspectivas multidisciplinares (Vitor da Fonseca) - Fernanda Lima
- Jogos e brincadeiras musicais (Daud, Alliana) - Nádia
- Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar (Lino de Macedo) - Vera

12 – Didática e Tendências Pedagógicas - 20 de junho
- Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa (Paulo Freire) - Denise
- Pedagogia do Oprimido - (Paulo Freire) - Patrícia Martins
- Pedagogia do Oprimido - (Paulo Freire) - Elisete
- Medo e ousadia - (Paulo Freire) - Maiéle
- Professora sim, tia não - (Paulo Freire) - Siméia
- Pedagogia da Esperança - (Paulo Freire) - Patrícia Santos
- Pedagogia do Oprimido - (Paulo Freire) - Priscila Santos
 
 13 – Didática e Tendências Pedagógicas - 20 de junho
- O currículo : uma reflexão sobre a prática - (Sacristán) - Cláudia
- Compreender e Transformar o Ensino - (Sacristán) - Maria Lúcia
- Pedagogia e Pedagogos, para quê? - (Libâneo) - Edison
- Didática - (Libâneo) - Luciane
- Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições (Luckesi)